Trajetória

Brincadeiras de criança na praça Morungaba, participação em projetos sociais, interação com crianças de realidades diferentes…

Foi após um longo período de gestação, reunindo experiências de vida com conhecimentos teóricos e práticos nas áreas de fonoaudiologia, educação e dança, que Renata Macedo Soares, em 1989, conseguiu agrupar os elementos que tornaram possível o nascimento do Morungaba.

Foi então que o Morungaba se revelou como uma forma de vida, um ideal de transcender barreiras e revelar pessoas.

Caminhos…

Desde o início, o Morungaba dançou com as crianças e pessoas com deficiência, na sua sede, na região de Pinheiros, São Paulo, Brasil.

Em 1991, teve início um projeto de dança na FEBEM – Fundação Estadual do Bem Estar do Menor, da Secretaria do Menor do Estado de São Paulo, cujo objetivo foi o de fazer um levantamento das condições de vida em que se encontravam as crianças com deficiência, e de resgatar, por meio da dança/movimento, o indivíduo que se percebia marginalizado, desmotivado e sem identidade, propiciando a ele oportunidades de se reconhecer e se expressar. Este programa foi realizado entre dezembro de 1991 e junho de 1992.

A dança/arte do movimento foi a base também para projetos voltados a deficientes visuais, como os realizados na Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual e na Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo, entre 1993 e 1999.
Ainda na década de 90, uma ação voluntária no Centro Cultural São Paulo era colocada em prática, com crianças e adolescentes em situações de acolhimento, alunos de escolas públicas e de movimentos dos sem teto.

No Centro de Convivência e Cooperativa do Parque Ibirapuera, o trabalho através da dança se deu junto às crianças moradoras da favela Jardim Miriam, aos adultos com histórico de sofrimento mental, pessoas com deficiência intelectual e outros usuários do parque. Esta ação contou com apoio de alunos estagiários da Psicologia / PUC-SP, e da Terapia Ocupacional / USP.

Na própria sede do Morungaba, a dança e as artes serviram como ferramenta para o autoconhecimento e expressão de pessoas com deficiências física, sensorial e/ou intelectual.

Em 1996 e 1997, o Morungaba implantou e supervisionou o Projeto de Dança para Crianças em seis creches mantidas pela Cruzada Pró Infância.

Em 2000, surgiu o interesse de ampliar a ação social e, para isso, foi criada a Associação Morungaba, organização não governamental, que assumiu a realização dos projetos sociais, até o ano de 2015. Foi um período de grande expansão, chegando a realizar 20 mil atendimentos por mês com uma equipe de 200 educadores, coordenadores e estagiários.
Seguindo pelo caminho do respeito às diferenças e da democratização da dança e das artes, o Morungaba trabalhou com pessoas de diversas realidades sociais.

Ao longo de todos esses anos, o Morungaba vem praticando o ideal da convivência e valorização humana, sempre pensando nos caminhos que ainda se apresentam pela frente.

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Núcleo Morungaba
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